quinta-feira, 17 de maio de 2012

13 de Maio de 2012 - o primeiro ano de felicidade

Olá pequenina (:
Esta é a minha "prenda" do nosso 1º aniversário.
Já tive algumas vezes para te revelar o endereço deste blog, mas acho que agora sim, estamos maduros o suficiente tanto eu para to mostrar como tu para o leres.
Este blog foi criado no seguimento do outro, uma vez que aqui sim, podia escrever e desabafar tudo, sem ninguém saber quem realmente eu era.
Aqui ficam algumas das memórias que eu tive durante o nosso ano de ausência mútua e que decidi escrever em algum lado.
Espero que percebas o significado que tem para mim partilhar contigo estas memórias, pois esta é uma daquelas vezes em que me vais ver a fundo, o mais íntimo de mim.

Parabéns para nós e que este seja mais um de muitos anos juntos, de muita partilha e amor do puro.
Amo-te <3

segunda-feira, 4 de abril de 2011

meu anjo desprotegido

dois dias depois regresso àquela que foi a nossa cama por umas horas, onde partilhámos tanta coisa simples, tanta coisa boa.
nada de carnal, não.
partilhámos muito mais que aquilo que estava à vista dos olhos. Abrimos sim os olhos do coração, já fechados há muito tempo. Esses olhos apenas são abertos em mim quando estou contigo de verdade.
Deitas-te, encostas-te a mim e eu finjo que tudo está normal, que é um acto natural que não deve ser encarado com especial importância.
Minto.
sempre que me tocas estremeço por dentro, vestindo a máscara que não quero que vejas por fora.
vais mais longe, também tu fingido que é algo natural, e deitas-te no meu colo.
acaricio o teu cabelo, o teu pescoço, as tuas orelhas. Até que tu adormeces.
E eu ali, contigo, um anjo desprotegido à minha frente, com a tua mão desalinhada deitada na cama e eu sem poder fazer muito mais sinto-te. sinto-te o mais que posso e tento arrecadar em mim todas essas sensações e sentimentos que me despertas.
Por isso escrevo aqui, para perpetuar esses momentos que me podem fugir da cabeça, já cansada.
O teu cheiro invade-me, preenche-me e enche-me de saudade.
ao passar a mão pelo teu cabelo passo-a de seguida pelo meu nariz, para poder sentir o teu odor e pedir que ele não se desvaneça.
Hoje, dois dias depois dessa noite, deito-me naquela que foi a nossa cama e sinto o teu odor, que parece ficar intocável apesar dos dias que passam.
deito a cabeça na almofada, inspiro o mais que posso na ânsia de te ter aqui, e não só o teu cheiro, até que adormeço.
adormeço contigo em mim, não fisicamente, mas algo mais que isso.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

cicatrizes.

é a terceira vez que estou contigo depois de quase um ano de ausência mútua.
a cada vez que me vou encontrar contigo não sei bem como reagir quando te vejo, até que tu me vês e fazes sinal. aí sim, parece que volto a mim, visto a minha própria pele e sou eu.
hoje deixámos a nossa pedra, e fomos mais longe, seguimos o sol.
Seguimos o sol e fomos encontra-lo numa clareira, no meio das árvores, como que se de um poço de luz se tratasse. Um poço de luz rodeado de escuridão, medo e más memórias.
o tempo passa e perdem-se "medos" de conversas não tão adequadas, o gelo de um ano de ausência vai-se quebrando e vão-se trocando vidas e memórias.
memórias que algumas delas não estão tão presentes como tu disseste que deviam estar.
vem à conversa o local onde tens uma cicatriz e eu, escondido por trás de um ano de ausência digo-te que não sei e noto a tristeza na tua cara. Tristeza por não me lembrar de certos pormenores de quando éramos apenas um.
mas queres que te diga onde realmente tens a cicatriz?
tens a cicatriz maior exactamente no mesmo sítio onde eu tenho a minha. aquela que, mais do que para o resto da vida, me vai acompanhar e relembrar que tu exististe um dia para o resto da morte.
estranho? não. Pois os bons momentos que passo e que por algum motivo me "esqueço" de ti, a cicatriz insiste em fazer sinal a relembrar-me que tu um dia exististe, que ainda existes.
E isso meu anjo é pior que morte.

Perguntaste-me quando foi a última vez que ri muito? Foi exactamente hoje, quando estava contigo.
Perguntaste-me quando foi a última vez que chorei? Pois bem, também foi hoje quando foste embora e eu não estava contigo novamente.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Olá pequenina..

Hoje dormiste comigo toda a noite. Melhor dizendo, hoje eu dormi contigo a noite toda.
Sonhei contigo toda a noite, em vários sítios e em situações diferentes.
Talvez por isso me levantei tão tarde, pois a cada vez que acordava voltava a adormecer na esperança que viesses deitar-te a meu lado novamente.
Mas nem tudo foi bom nesses sonhos.
Senti saudade, felicidade ao ver-te, ao falar contigo, é verdade. Mas é também verdade que senti ciúme e tristeza, pois em muitos dos sonhos estavas acompanhada por aquele que podia ser eu.
Acordei num misto de alegria, sono e tristeza, mas com a certeza que é bom ter-te a meu lado, mesmo que não seja sempre da maneira que gostava.

Estive muitas vezes para te mandar um mail a dizer que sinto a tua falta, que sinto necessidade de estar contigo, que quero ter-te a meu lado, que gostava de ir dar uma volta contigo para falarmos destes últimos tempos, mesmo que não disséssemos uma palavra que fosse.
É isto que sinto, sinto necessidade de ti.

"she took my heart, I think she took my soul"

domingo, 2 de janeiro de 2011

A história que nunca existiu.

Muda-se de ano, mas não se mudam os pensamentos, as memórias, quem sabe até mesmo os sentimentos.
Primeiro dia do ano, acordo, já tarde, com a cabeça pesada, o corpo poluído pelo álcool ingerido na noite anterior, o cansaço a sensação de impotência. O primeiro pensamento do novo ano és tu.
Não pode ser, não quero acreditar, mas não me obrigo a pensar noutra coisa diferente. E assim fico, deitado na cama como um vegetal, sem me mexer muito para não dar hipótese à sensação de vómito sempre presente,  a pensar em ti.
Como gosto de pensar em ti.

Vou-te contar uma história que nunca existiu:
no dia 22 de março de 2010, após uma conversa no teu carro, fizemos um pacto. Pacto esse que dizia que nunca mais nos iríamos ver, uma vez que escolhi não te dar o meu amor, não me dar a ti da maneira que tu querias.
Pois bem, aqui começa a história.
Nesse dia, no caminho que percorri a pé para casa não foi a última vez que chorei.
Nesse mesmo dia, não fingi estar bem, não pensei em ti, na nossa conversa toda a noite, nem a passei quase em branco.
A partir desse dia, nunca mais pensei em ti. Nunca mais tive saudades tuas, e minhas também. Não mais tentei saber de ti, ou ver-te. Nunca dei por mim, durante a madrugada à porta de tua casa, nem que fosse só para ver o teu carro. Não mais me fizeram falta esses olhos verdes que tanto me dizem, as tuas palavras também nunca mais as quis.
Nunca mais revi o teu jeito nas mais pequenas coisas, nos gestos das pessoas. O teu sorriso, não o procurei mais.
Não penso em ti todos os dias, nem acordo com um sorriso parvo sempre que sonho contigo.
Não te mandei um e-mail à pouco tempo, porque a verdade é que já te esqueci.
Não mais tive momentos de sofrimento, agora mesmo não estou a sofrer nem sequer um bocadinho.
Esta foi a história que nunca existiu.

Sabes, preciso mesmo de um abraço teu.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Castelos na areia

As primeiras palavras trocadas em 9 meses. Hoje, dia 23 de Dezembro. Após 9 meses (irónico). Após 9 longos e insuportáveis meses "ouvi" a tua voz vinda num e-mail.
Tentei mandar-te mensagem, porque inexplicavelmente ainda tinha o teu número na minha cabeça, apesar de já não o ter no telemóvel. Ou talvez não seja tão inexplicavelmente, pois longo foi o tempo que vivemos no mesmo mundo, enquanto durou o pacto feito por nós.
A verdade é que esse pacto nunca deixou de existir.
A verdade é que continua a ser contigo que eu quero estar, ficar, ser, viver.
A verdade é que não to posso dizer, não quero mais intrometer-me na tua vida de forma egoísta.

A tua seriedade nos e-mails que mandaste.
A falsidade de um e-mail, que te leva para tão longe de mim. Que não me deixa olhar-te nos olhos, cheirar-te, quem sabe tocar-te tão acidentalmente quanto te possa parecer.
As tuas palavras que me fazem perceber que me esqueceste, que seguiste em frente, sem mim.
Sei que tens outro alguém. O que quero é que sejas feliz ao lado desse alguém.
O que quero é deixar de te ver nas pequenas coisas do dia-a-dia. Num simples gesto de um desconhecido, na maneira desalinhada de andar de alguém, no cabelo de uma outra rapariga que não tu, na expressão de felicidade que tantas e tantas vezes me fez sorrir mas que não te pertence.
Não sei se este "aproximar" é bom ou mau para mim, mas uma vez que nunca chegaste a sair da minha cabeça, penso que é bom. Assim tenho-te a meu lado, mesmo sem tu dares por isso.
Porque eu não quero construir o meu pequeno castelo noutras areias. Quero sim construir o nosso grande castelo na mesma praia.



sábado, 16 de outubro de 2010

sem título, sem ti, sem,

  Entrei, sentei-me e olhei para o lado. Lá estavas tu, mais perto do que esperava, mais longe do que queria.
  Olhei e vi-te. A princípio não te reconheci, mas sabias que eras tu. Só podias ser tu.
  Desviei o olhar.
  Tão disfarçadamente quanto poderia parecer, olhava para confirmar a certeza de que eras mesmo tu e te olhar. Olhar o teu cabelo novo, diferente do que a minha memória se lembrava.
  Estavas bonita como sempre. Linda.
  E eu tão longe.
  Ignorei a conquista fácil e inesperada de uma noite para te poder ver por mais uns segundos.
  Ignorei a conversa séria do momento para te poder sentir mais perto.
  Enquanto falava, olhava para onde estavas ou até mesmo fechava os olhos momentaneamente na tentativa de ter ver no escuro de um simples piscar de olhos.
  Os piscar de olhos podem ser tesouros. Podem-nos transportar para longe, para bem longe durante breves instantes. Os piscar de olhos podem-se tornar eternos e fazer-nos estar onde quisermos com quem quisermos.
  O que eu queria era estar num lugar, fosse qual fosse, longe dali e contigo.
" - Vou mijar".
  Enquanto isso, ouço a música e algo de estranho se apodera de mim. Algo que há algum tempo não sentia: o meu coração.
  Com a minha mão direita agarro no peito e aperto-o, com força. E penso em ti.
  De volta à multidão e largo o peito, mas continuo a senti-lo tremer, assim como todo o meu corpo tremeu durante todo o tempo em que estivemos "juntos".
  E saio do bar.
  Saio com a pressa de voltar para junto de ti.
  Meia hora pareceu dois dias, uma semana, um mês. O tempo que já não te via.
  Essa meia hora era a contradição daquilo que tenho vindo a pensar. Passei de carro à porta de tua casa todos os fins-de-semana, de madrugada, para ver o teu carro, para saber que estavas perto e agora ausentava-me, como que a negar aquilo que queria realmente.
  E voltei.
  E sentei-me a um metro de ti. Eu de costas. Tu de costas.
  Era tão simples. Tudo poderia ser tão simples. Deixar tudo para trás e virarmo-nos. Sei que somos de letras, mas era tudo uma questão de matemática. Uns simples 90º e ficávamos um ao lado do outro. Uns simples 180º e ficávamos de frente. Aí, deixava de funcionar a matemática e passava a actuar a química e, talvez, muito mais a física. "Todos os corpos se atraem mutuamente".
  Simples.
  Mas não. Como os demais humanos gostamos de complicar. E assim ficámos, de costas. De costas a fingir que nunca nos conheceramos. De costas, a fingir que nunca nos conheceramos e a fingir que ouviamos todos à nossa volta. De costas a fingir que nunca nos conheceramos e a fingir que ouvíamos todos à nossa volta e quando na verdade tudo o que importava éramos nós.
  Os dois, sem mais ninguém.
  E tu levantas-te e sais. E eu de costas a fingir que não te vejo. A fingir que não te vejo mas a observar-te até saires da porta.
  Tristeza.
  Passado algum tempo saio eu.
  E mais uma vez lá estas tu, encostada à grade, de frente para mim.
  E, cobardemente, olho na direcção oposta, ignorando o coração. Assim como fiz logo que saiste e foste embora de vez. Queria-te mandar uma mensagem para falarmos, para estar contigo, mas não posso fazê.lo.
  Está combinado desde 22 de Março de 2010.
  A data em que te perdi.
  E não me apetece escrever mais.